As palavras de amor

Esqueçamos as palavras, as palavras:
As ternas, caprichosas, violentas,
As suaves de mel, as obscenas,
As de febre, as famintas e sedentas.

Deixemos que o silêncio dê sentido
Ao pulsar do meu sangue no teu ventre:
Que palavra ou discurso poderia

Dizer amar na língua da semente? 


José Saramago, „As palavras de amor” 
Em „Provavelmente alegria”. Lisboa: Editorial Caminho, 1985.

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